sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

MACACOS ME MORDAM! DURMA COM UMA DESSA...

TIMON: MACACO TIRA O SOSSEGO DE JUIZ E VIZINHOS NO BAIRRO MANGUEIRA

(Blog do Elias Lacerda - 11.jan.2013).

Um macaco prego(como o da foto ilustrativa acima) que deve ter fugido de algum circo mambembe ou de algum camelô vendedor de gororobas medicinais, está infernizando a vida do juiz Simeão Pereira e Silva e de seus vizinhos moradores do bairro Mangueira. Há uma semana o macaco foge de todas as armadilhas montadas para ele e já escapou da guarda civil aos técnicos da Secretaria do Meio Ambiente. O bicho se transformou no primeiro desafio do novo secretário Jorge Rios, que até o fechamento desta edição estava perdendo a parada.

O macaco foi descoberto no quintal da casa do Doutor Simeão Pereira na manhã terça-feira (08). Ele devia ter invadido o local na noite anterior, pois já tinha provocado um vendaval na lavanderia da casa: derramara sabão, roubas e sujado as paredes. A empregada da casa do juiz, dona Raimunda Moraes, fez a primeira investida para pegá-lo, mas o danadinho escapou pulando o muro e escalando os telhados e árvores das casas vizinhas.


Imaginando que o problema estava resolvido, o juiz foi trabalhar, mas, ao voltar pra casa, soube que o macaquinho havia voltado depois de tirar o sossego dos vizinhos e de dona Raimunda. Doutor Simeão resolveu fazer algumas armadilhas para pegá-lo mas ele se livrou de todas. Voltou aos telhados e continuou a jogar telhas lá de cima e a fazer outras macacadas.

Especialista de Matões
Natural de Matões, o doutor Simeão não se deu por vencido e lembrou que conhecia de lá um amigo especialista em animais silvestres. Não adiantou. O juiz então resolveu acionar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, dando a primeira missão para o recém-empossado secretário Jorge Rios. Neófito no assunto, Jorge fez uma consulta aos técnicos do zoobotânico de Teresina e lá lhe informaram que a melhor armadilha para macacos seria uma jaula com alimentos dentro que fecha a porta quando o animal adentra. Não combinaram com o macaco e ele não caiu na arapuca.



Foi então com o secretário Jorge Rios lembrou-se do novo assessor, Edmar Sousa, o popular “Seu Boneco”(na foto ao lado mostrando por onde o macaco fugiu), que deu um jeito – só Deus sabe como – de prender o macaquinho dentro de um pequeno banheiro da empregada. O problema seguinte seria entrar e dominá-lo. Todos tinham medo de se machucar ou de machucá-lo. Afinal, o bichinho se defende ferozmente com dentadas e azunhadas.









Resolveram então chamar a veterinária Gabriela Pontes, para dominá-lo com um equipaento, o pulçá. A ideia era capturar e levar o animal para o zoobotânico.Para surpresa geral:ao abrir a porta do banheiro todos se admiraram: o macaquinho havia abaixado o vidro do combongó e fugido.

























Veterinária Gabriela Pontes até que trouxe os equipamentos necessário para prender o animal, mas ele havia fugido
























Funcionários da Secretaria de Meio Ambiente deixam a casa do juiz levando os equipamentos de volta. 

PINTURAS E GRAVURAS RUPESTRES SÃO RASTROS DE ANTIGAS CIVILIZAÇÕES NO MA.

Grafismo rupestre indica vestígios de antigas civilizações em Tasso Fragoso, município localizado no sul do Maranhão

 Em sua edição impressa de domingo passado, 06 de janeiro de 2013, o jornal O ESTADO DO MARANHÃO publicou ampla reportagem sobre o potencial para o desenvolvimento do turismo cultural, sobretudo arqueológico, no município sul maranhense de Tasso Fragoso.

No Maranhão, diz o texto, a maioria da população ainda desconhece a riqueza arqueológica do estado no que consiste aos registros rupestres. Isso tem uma explicação em função da ausência de instituições, falta de atenção dos órgãos competentes em todas as esferas no investimento de estudos e pesquisas sobre a história da sua população pré-colonial.

No território timbira, assim como em São Raimundo Nonato (PI) e em outras regiões do Brasil, encontra-se um tipo de vestígio arqueológico denominado grafismo rupestre, embora esse registro seja ignorado na região pela ausência de pesquisas.

Tasso Fragoso, denominação dada em homenagem ao general e ex-Presidente da República do Brasil, dispõe de uma riqueza em cavidades naturais e de milhares de gravuras e pinturas rupestres encontradas nas paredes das grutas, onde se encontram pegadas de animais, seguidas por humanas, folhas de palmeiras e instrumentos de caça.

Situado no sul do estado do Maranhão, distante quase 1.000 quilômetros de São Luis, à margem do rio Parnaíba, a denominação Tasso Fragoso é em homenagem ao general e ex-Presidente da República Federativa do Brasil, o maranhense Augusto Tasso Fragoso.

Imagem: Museu do CerradoMORRO DO GARRAFÃO: (Imagem:Museu do Cerrado)MORRO DO GARRAFÃO: Principal Cartão Postal de Tasso Fragoso (MA), um tesouro arqueológico a ser descoberto
 Veja a reportagem Tasso Fragoso ainda é um tesouro arqueológico a ser descoberto:

“O município de Tasso Fragoso, no extremo sul do Maranhão, se constituiu em 10 anos em uma referência maranhense em sítios arqueológicos e polo potencial para o desenvolvimento do turismo cultural - especialmente o arqueológico - devido à relevância do patrimônio.

O Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) diz que lá está o maior número de sítios arqueológicos do Maranhão.

As descobertas feitas até agora revelam a existência de vestígios como gravuras rupestres no interior de grutas e paredões rochosos em serras de arenito, o que reforça, segundo os pesquisadores, a presença de populações pré-históricas.

Tasso Fragoso é o município mais novo a ser incorporado ao complexo do Parque Nacional da Chapada das Mesas. Enquanto os demais do polo exploram o meio ambiente (recursos naturais), Tasso Fragoso tem como cartão de visita a arqueologia. Balsas é a cidade de referência mais próxima. Está distante aproximadamente 140km. No município, há dois hotéis.

O fotógrafo, ambientalista e historiador Agnaldo Guimarães Fialho, que prefere ser chamado de Lirô, pioneiro em pesquisas no lugar, disse que em 2001, quando ele começou a pesquisa, passou a catalogar o que encontrava, buscou apoio junto a algumas entidades públicas como: Universidades, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), dentre outros.


O pesquisador também procurou ajuda do poder público municipal, estadual e Federal e não teve nenhum resultado, exceto palavras de incentivos. Somente em 2008, com a visita de caravana da Secretaria de Estado do Turismo, Sebrae e Iphan, finalmente foi feita uma visita técnica e o trabalho se consolidou. “Depois disso, Luís Marques, representante do Sebrae, intermediou a vinda de Arklei Marque Bandeira, a responsabilidade e registrar todas as informações e documentar, repassando depois para o Iphan”.

Peculiaridades - Os vários sítios arqueológicos identificados até agora mostram uma estratégia peculiar: os abrigos localizados próximos a cursos d’água e em encostas. Com isso, os ocupantes tinham maior facilidade para obter alimentos e matéria-prima para elaborar objetos e ferramentas do dia a dia, além de proteção e abrigo contra os perigos naturais de grupos inimigos e da própria selva.

Lirô disse que já foram encontrados vários objetos líticos lascados como machadinha, cerâmicas, várias pedras de cortes, raspadores e dois moedores. Segundo ele, todo esse material está devidamente registrado e sob a guarda do Museu do Cerrado, responsabilidade atribuída pela superintendente do Iphan no Maranhão, Kátia Bogea.

“Quando falo em museu, na verdade é uma pequena sala de 5m por 5m cedida pela Prefeitura de Tasso Fragoso, que está repleta de objetos domésticos já em desuso”, diz o pesquisador.

Imagem: José Bonifácio/GP1O Museu do Cerrado, criado por(Imagem:José Bonifácio/GP1)O Museu do Cerrado, criado por Lirô Guimarães e sua esposa, Neide Cristina, visa mostrar o potencial histórico-cultural
A criação do Museu do Cerrado por Lirô e sua mulher, Neide Cristina Guimarães Fialho, visa mostrar o potencial histórico-cultural do lugar, mas o espaço não comporta mais as doações que chegam aos pesquisadores. “Estamos construindo um espaço melhor, mais amplo, com recursos próprios”, adiantou Lirô, que em seguida queixou-se da falta de recursos: “A obra está parada por falta de recursos, mas o nosso lema é lutar sempre e nunca desistir”.

Sítios - Ainda de acordo com Lirô, a relevância dos achados, associados ao grande número de sítios, caracteriza a Região sul do Maranhão como um importante complexo arqueológico.

Todo esse patrimônio, no ponto de vista do pesquisador, precisa ser preservado dada a sua grande importância para a descoberta da identidade dos primeiros povoadores do extremo sul maranhense, mas é possível conciliar com o turismo.

“A preservação, a pesquisa e a divulgação do legado arqueológico tassofragoense é de responsabilidade de todos e sua gestão deve ser compartilhada pelo poder público e pela comunidade, a verdadeira guardiã de seus bens culturais”, raciocinou o pesquisador, que não esconde o orgulho com o qual vem desenvolvendo pesquisas desde 2001.

Há rastros de antigas civilizações

O Brasil, muito antes da chegada de Pedro Álvares Cabral, já era habitado por grupos nômades, caçadores e pescadores que, segundo pesquisas, eram da Austrália, da Oceania ou da Ásia. Escavações e análises de objetos e desenhos nas pedras, ali deixados pelos primitivos, além de pinturas e gravuras feitas por eles, são o testemunho dessa passagem.

Consta na literatura que esses registros em diferentes suportes de pedra são chamados de arte rupestre ou itacoatiaras, palavra tupi que quer dizer pedra pintada: paredes e tetos de cavernas e abrigos, blocos no chão, pedras nos leitos dos rios, e lajes a céu aberto.
As mais antigas pinturas rupestres brasileiras encontradas nas cavernas estão no Parque Nacional Serra da Capivara na região de São Raimundo Nonato, no sudeste do Piauí.

Imagem: José Bonifácio/GP1Centenas de objetos estão expostos no Museu do Cerrado, desde a antiguidade até os dias atuais,(Imagem:José Bonifácio/GP1)Centenas de objetos antigos e contemporâneos, característicos do Maranhão, estão expostos no "Museu do Cerrado"
No Maranhão, a maioria da população ainda desconhece a riqueza arqueológica do estado no que consiste aos registros rupestres. Isso tem uma explicação em função da ausência de instituições, falta de atenção dos órgãos competentes em todas as esferas no investimento de estudos e pesquisas sobre a história da população pré-colonial que aqui viveu.

No estado, assim como em outras regiões do Brasil, encontra-se um tipo de vestígio arqueológico denominado grafismo rupestre, embora esse registro seja ignorado na região pela ausência de pesquisas. Tasso Fragoso dispõe de uma riqueza em cavidades naturais e de milhares de gravuras e pinturas rupestres encontradas nas paredes das grutas, onde se encontram pegadas de animais e de humanos, folhas de palmeiras e objetos de caça.

Museu - Os objetivos do Museu do Cerrado são promover atividades focadas nas crianças e adolescentes, desenvolver ações educativas ambientais e culturais para possibilitar que a população conheça e valorize as riquezas naturais e culturais. Também visa apoio a elaboração de planos de turismos sustentável e ações de educação e proteção patrimonial.

Riqueza - O Museu do Cerrado também visa divulgar e preservar as riquezas naturais e culturais de Tasso Fragoso; desenvolver atividades de valorização e preservação natural, cultura popular e patrimonial e divulgar os sítios arqueológicos e outros produtos turísticos existentes no município.

Importância - O Museu do Cerrado ainda tem como objetivo sensibilizar a população a cerca da importância do valor e da preservação ambiental, cultural e patrimonial; desenvolver atividades educativas ambientais e culturais nas Escolas, planos, programas e projetos sociais e identificar a localização dos pontos turísticos naturais, das grutas e paredões, onde estão as gravuras e pinturas rupestres e eventuais achados arqueológicos”.


Fonte: O ESTADO DO MARANHÃO
Escrito por José Bonifácio em 09/01/2013 às 06h25 (www.gp1.com.br/blogs/jose-bonifacio).

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Rubens Jr. defende parceria entre Prefeitura de São Luís e Estado

O deputado estadual Rubens Júnior (PCdoB) defendeu a parceria institucional da Prefeitura de São Luís com o governo do Estado. Agora à tarde, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior se encontra com a governadora Roseana Sarney, às 15h, no Palácio dos Leões. Na pauta, estará a relação institucional entre os governos estadual e municipal em favor da capital.
 Para ele, o prefeito Edivaldo acerta em procurar ajuda institucional junto ao governo do Estado. “Quem pensa diferente disso se posiciona contra a cidade”, afirmou Rubens Jr.
O parlamentar comunista enfatizou que Holanda Júnior já deu demonstrações que tem lado na política e que não mede esforços para fazer um grande mandato. “Todo radicalismo, de direita ou de esquerda, de governo ou de oposição, é equivocado”.
“Mas pra deixar registrado: parceria institucional não é leilão e nem local para barganhas. De nenhum dos lados. Pacto por São Luís. Avante”, completou Rubens, um dos principais aliados do presidente da Embratur, Flávio Dino e do prefeito Edivaldo.
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Fonte: Blog de John Cutrim. 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

LUTO NA IMPRENSA: MORRE O RADIALISTA QUE CRIOU O "MIGUÉ"

Jairzinho da Silva teve problemas no coração e estava em sua residência quando passou mal.

  Faleceu no início da tarde de hoje, 04, o ex-vereador e o renomado radialista maranhense, Jairzinho da Silva. Ele teve problemas no coração e estava em sua própria residência quando passou mal.
  O ex-vereador passou por vários mandatos e ainda chegou a ser vice-prefeito de São Luis na gestão de Gardênia Gonçalves, esposa do ex-prefeito João Castelo (PSDB).
  Atualmente, Jairzinho apresentava o programa “O Povo com a Palavra”, na TV Guará, com altos índices de audiência, onde lia notícias por todos os dias. Além disso, o programa ainda fazia a linha popular e possuía debates com convidados.
  Dezenas de profissionais da imprensa maranhense, pessoas próximas e admiradores de Jairzinho Silva lamentam inclusive através das redes sociais a sua morte.
  Dentre uma de suas frase célebres, destaca-se: “Queime em quem queimar, doa a quem doer, aqui neste programa a parada é pra valer, e quem tiver rabo de palha, falcatrua, maracutaia que procure se esconder!”
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Fonte: Blog do Garrone

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

ISTO É O MARANHÃO...

Política

O Estado do medo

Por Marco Antonio Villa, O Globo - 26.12.12

Em meio ao processo do mensalão, as diversas operações da Polícia Federal ou a turbulenta relação entre os poderes da República, o Brasil esqueceu do Maranhão.
Na fase final da guerra contra Canudos, em 1897, os oficiais militares costumavam dizer que não viam a hora de voltar para o Brasil. Quem hoje visita o Maranhão fica com a mesma impressão.
É um estado onde o medo está em cada esquina, onde as leis da República são desprezadas. Lá tudo depende de um sobrenome: Sarney. Os três poderes são controlados pela família do, como diria Euclides da Cunha, senhor do baraço e do cutelo.
A relação incestuosa dos poderes é considerada como algo absolutamente natural. Tanto que, em 2009, o Tribunal Regional Eleitoral anulou a eleição para o governo estadual. O vencedor foi Jackson Lago, adversário figadal da oligarquia mais nefasta da história do Brasil.
O donatário da capitania - lá ainda se mantém informalmente o regime adotado em 1534 por D. João III - ficou indignado com o resultado das urnas. A eleição acabou anulada pelo TRE, que tinha como vice-presidente (depois assumiu a presidência) a tia da beneficiária, Roseana Sarney.
No estado onde o coronel tudo pode, a Constituição Federal é só um enfeite. Lá, diversos artigos que vigoram em todo o Brasil, são considerados nulos, pela jurisprudência da famiglia.
O artigo 37 da nossa Constituição, tanto no caput como no §1º, é muito claro. Reza que a administração pública "obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência" e "a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos".
Contudo, a Constituição maranhense, no artigo 19, XXI, § 9º determina que "é proibida a denominação de obras e logradouros públicos com o nome de pessoas vivas, excetuando-se da aplicação deste dispositivo as pessoas vivas consagradas notória e internacionalmente como ilustres ou que tenham prestado relevantes serviços à comunidade na qual está localizada a obra ou logradouro".
Note, leitor, especialmente a seguinte passagem: "excetuando-se da aplicação deste dispositivo as pessoas vivas e consagradas notória e internacionalmente como ilustres".
Nem preciso dizer quem é o "mais ilustre" daquele estado - e que o provincianismo e o mandonismo imaginam que tenha "consagração internacional."
Contudo, a redação original do artigo era bem outra: "É vedada a alteração dos nomes dos próprios públicos estaduais e municipais que contenham nome de pessoas, fatos históricos ou geográficos, salvo para correção ou adequação nos termos da lei; é vedada também a inscrição de símbolos ou nomes de autoridades ou administradores em placas indicadores de obras ou em veículos de propriedade ou a serviço da administração pública direta, indireta ou fundacional do Estado e dos Municípios, inclusive a atribuição de nome de pessoa viva a bem público de qualquer natureza pertencente ao Estado e ao Município".
Quando foi feita a mudança? A 24 de janeiro de 2003, com o apoio decisivo de Roseana Sarney.
Desta forma foi permitido que centenas - centenas, sem exagero - de logradouros e edifícios públicos recebessem, em todo o estado, denominações de familiares, especialmente do chefe.
Para mostrar o desprezo pela ordem legal, em 1997 foi criado o município de Presidente Sarney, isto quando a Constituição Federal proíbe e a estadual ainda proibia.
Quem criou o município? Foi a filha, no exercício do governo. Mas a homenagem ficou somente na denominação do município. Pena. Os pobres sarneyenses - é o gentílico - vivem em condições miseráveis: é um dos municípios que detêm os piores índices de desenvolvimento humano no Brasil.
Como o Brasil esqueceu o Maranhão, a família faz o que bem entende. E isto desde 1965! Sabe que adquiriu impunidade pelo silêncio (cúmplice) dos brasileiros.
Mas, no estado onde a política se confunde com o realismo fantástico, o maior equívoco é imaginar que todas as mazelas já foram feitas. Não, absolutamente não. A governadora resolveu fazer uma lei própria sobre licitação.
Como é sabido, a lei federal 8.666 regulamenta e tenta moralizar as licitações. Mas não no Maranhão. Por medida provisória, Roseana Sarney adotou uma legislação peculiar, que dispensa a "emergência", substituída pela "urgência".
Quem determina se é ou não urgente? Bingo, claro, é ela própria.
Não satisfeita resolveu eliminar qualquer restrição ao número de aditivos. Ou seja, uma obra pode custar o dobro do que foi contratada. E é tudo legal.
Não é um chiste. É algo gravíssimo. E se o Brasil fosse um país sério, certamente teria ocorrido, como dispõe a Constituição, uma intervenção federal.
O que lá ocorre horroriza todos aqueles que têm apreço por uma conquista histórica do povo brasileiro: o Estado Democrático de Direito.
O silêncio do Brasil custa caro, muito caro, ao povo do Maranhão. Hoje é o estado mais pobre da Federação. Seus municípios lideram a lista dos que detém os piores índices de desenvolvimento humano.
Muitos dos que lá vivem lutam contra os promotores do Estado do medo. Não é tarefa fácil. Os tentáculos da oligarquia estão presentes em toda a sociedade. É como se apresassem para sempre a sociedade civil.
Sabemos que o país tem inúmeros problemas, mas temos uma tarefa cívica, a de reincorporar o Maranhão ao Brasil.

Marco Antonio Villa é historiador.

AS MODIFICAÇÕES NO PARLAMENTO MARANHENSE

 Quando retornar do recesso a Assembleia Legislativa obrigatoriamente passará por algumas modificações na composição da Mesa Diretora e também dos Blocos Parlamentares. No dia 1º de fevereiro a nova Mesa Diretora tomará posse e como dos atuais nove membros, apenas o presidente Arnaldo Melo permanecerá, será preciso rediscutir os comandos dos Blocos Parlamentares, pois os atuais líderes irão compor o novo comando da Casa.
A tendência é que ao invés de quatro Blocos Parlamentares tenhamos seis, pois os dois Blocos governistas podem se dividir. Vale ressaltar que dentro do Palácio dos Leões há quem defenda abertamente que o ideal seria um único Bloco, mas isso não deverá acontecer.
No Blocão, o Bloco Parlamentar pelo Maranhão, a mudança que deverá ocorrer será a saída dos deputados do PV para criação de um próprio Bloco, que possivelmente seja liderado pelo deputado Edilázio Júnior.
No Bloquinho, o Bloco da União Democrático, também deve haver um racha, pois com a saída do atual líder Eduardo Braide para a Mesa Diretora, assim como Rogério Cafeteira, a tendência é que o Bloco se divida. Na divisão, um dos Blocos, o que ficar com o maior número de deputados, deverá ser liderado pelo deputado Marcos Caldas, o novo Bloco que deverá contar com seis deputados, possivelmente será liderado pelo deputado Jota Pinto.
No entanto, a liderança do Governo permanecerá sobre o comando do deputado César Pires, que inegavelmente deu um tom de qualidade no posto e conseguiu responder à altura, sem jamais baixar o nível, aos ataques naturais da Oposição.
Já no Bloco de Parlamentar Oposição, as modificações deverão ser menores. A Oposição será liderada na Casa pelo deputado Rubens Júnior (foto), já que o deputado Marcelo Tavares integrará a nova Mesa Diretora e teremos a saída de Luciano Leitoa, eleito prefeito de Timon, para a chegada de Othelino Neto.
No Bloco Parlamentar, também considerado de Oposição, teremos uma inversão na liderança, hoje comandada pelo PDT, através do deputado Carlinhos Amorim, passará a ser comandada pelo PSDB, mais precisamente pelo deputado Neto Evangelista.
Essas deverão ser as mudanças no parlamento estadual a partir do dia 1º de fevereiro.
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Fonte: Blog de Jorge Aragão - 26.12.12