quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

CRIMINOSO CONDENADO NÃO DEVE RESPONDER EM LIBERDADE




   Os índices de criminalidade assustam até os mais desavisados em estatísticas, e o principal fator tem sido a legislação e a presunção constitucional de inocência, em harmonia com o pressuposto de responder em liberdade até a formação da coisa julgada, algo absolutamente inaceitável na atual quadra da história.
  É inadiável que o governo lance mão de medida provisória e, nos crimes contra a vida, independentemente do flagrante, da prisão provisória ou temporária, de ordem cautelar, seja o réu, feito o julgamento, imediatamente conduzido ao cárcere, eliminando, de uma vez por todas, a distorção e teratologia de um modelo que se esgota e acaba desacreditando a sociedade no papel de julgar da justiça nacional.
  Não é crível que um criminoso que mata, livre e conscientemente, possa usufruir de sua liberdade por uma década, até que a última instância venha a confirmar a decisão daquela inferior.
  Em países desenvolvidos não existe o postulado do livre, leve e solto que acontece costumeiramente no Brasil e, assim, passo a esmiuçar esse aspecto.
  O réu assassino fica livre ao longo de todo o julgamento, sob o fundamento no sentido de que não foi preso em flagrante ou se torna tal pelo prazo expirado na formação da culpa, mais do que isso, entra para o julgamento com a consciência leve e sem complexo algum, depois de sentenciado por anos de cadeia, o mais incrível é o que acontece, sai andando solto, como se fosse uma pessoa que pudesse, de imediato, voltar ao convívio da sociedade.
  Essa circunstância não pode ser aceita hoje, e muito menos diante dos quadros do crime organizado e da macrocriminalidade, que alcança as capitais das grandes cidades e todo o território nacional. Se não houver espaço em cadeia, que o governo as construa e não venha com a desculpa esfarrapada que é melhor morrer do que cumprir pena.
  Essa sensação incute no criminoso que é melhor matar, já que não será preso, ao menos no instante do crime ou logo em seguida.
  Algo precisa ser feito, e por medida provisória, já que virou inócua qualquer tentativa de se proteger a vida quando o julgamento se desenrola por uma década e não há segurança jurídica de encarceramento, mais grave, cumprido um terço da pena estará de novo solto, quando na verdade deveria ficar, no mínimo, metade do tempo que lhe fora imposto pelo juízo, depois do parecer do conselho de sentença.
  Não se consegue explicar no exterior, a exemplo do mensalão, como a maioria dos réus teve a culpa reconhecida, e com penas altas, mas continuam livres, verdadeiro escárnio contra a justiça, e mais, dizendo que o julgamento sucedeu como forma de penalizar uma nova realidade socioeconômica no Brasil.
  É inimaginável que um criminoso, sem qualquer reação da vítima, tire-lhe a vida municiando arma de fogo e, ainda, passe pela burocracia do júri e o formalismo do princípio da inocência, casos desse jaez proclamam uma visão de combate ao crime e, se tal fosse realidade, não haveria uma rebelião intramuros dos presídios, por meio de ordens, dadas via celular.
  Dependemos de novas estruturas prisionais e talvez de parcerias, mas é tempo de se colocar o dedo na ferida, antes que se materialize qualquer reforma no código penal, ou na legislação processual penal, torna-se urgente que os crimes contra a vida, contra o erário público, colarinho branco, lavagem de dinheiro, improbidade administrativa e tantos outros, que ferem o caráter da sociedade, sejam prontamente julgados e os condenados colocados em suas prisões respectivas, ato imediato à decisão.
  Não são aceitáveis as críticas de erros judiciários, sim existem, e não podem ser generalizados, abrindo-se exceções para que as pessoas fiquem inseguras diante do meliante armado em plena luz do dia, sabendo que levará uma década para que esteja trancafiado.
  De igual, os delitos que envolvem drogas, não é possível que a sociedade fique nas mãos de quadrilhas, donde a certeza e segurança jurídica são alcançadas por meio da prisão eficaz.
  Nesse viés, e sem qualquer crítica, é inafiançável o delito enquadrado na Lei Maria da Penha, uma lesão praticada na companheira ou na mulher, mas fica livre aquele que mata e, por ser primário e ter bons antecedentes, comprovando emprego ou trabalho profissional, tudo isso retarda, inexplicável e injustificadamente, o cumprimento da pena.
 Se o Brasil não mudar o jargão do criminoso livre, leve e solto, continuará segregando as vítimas e libertando os culpados, por mero capricho do legislador.

Carlos Henrique Abrão
Desembargador do TJ/SP

Fonte: Consultor Jurídico - 27.02.13

sábado, 16 de fevereiro de 2013

DEP. DUTRA DE "MALAS" PRONTAS PARA DEIXAR O PT

Deputado do Maranhão critica Lula pela aliança com Sarney e afirma ser ‘doído’ abandonar a legenda
Evandro Éboli (O Globo)

Um dos fundadores do PT, o deputado federal Domingos Dutra (PT-MA), em suas palavras, está de malas prontas para deixar a legenda. Opositor ferrenho da família Sarney no Maranhão, Dutra não aceitou a aproximação do seu partido com o PMDB local. O parlamentar deve filiar-se a legenda que está sendo criada pela ex-ministra e ex-senadora Marina Silva, que faz ato neste sábado lançando as bases de seu partido. Dutra participa na tarde desta sexta dos preparativos desse encontro. Fala como um filiado da nova legenda, que ainda precisa ser aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até lá, Dutra diz que a única hipótese de continuar no PT seria o rompimento de seu partido com o PMDB de José Sarney. Algo pouco provável.
O petista já comunicou a liderança de seu partido a sua provável desfiliação do PT, ouviu pedidos para não fazê-lo, mas sua saída é dada como certa.
- Estou com 33 anos de PT. Dediquei 80% de minha vida útil a esse partido. Comi o pão que o diabo amassou no Maranhão para ver Lula presidente. E quando Lula chegou lá, vira amigo do Sarney e os desgraçados somos nós – disse Domingos Dutra ao GLOBO.
- Não é fácil sair de um partido como PT, o de maior preferência nacional, com tempo de TV, com apelo público e que está no governo. Agora, aos 57 anos de vida, terei que começar tudo de novo. É doído. Só que cheguei no limite de minha consciência. Não dá para continuar num partido que o Sarney domina. É oportunismo e covardia permanecer – disse Dutra, que não fechou todas as portas.
- Estou arrumando as malas, de malas prontas. Mas, como em toda separação, as malas podem não sair de dentro de casa. Às vezes, pode ter reconciliação. Mas, para isso, é preciso acabar a subordinação do PT ao grupo de Sarney no Maranhão. O PT foi criado para defender os índios, os quilombolas e meio ambiente, tudo que os Sarney são contra.
Domingos Dutra participa do encontro dos apoiadores de Marina, neste sábado, na condição de fundador do partido a ser criado. Caso, de fato, mude de legenda, Dutra não perde o mandato. Pode-se mudar de legenda para filiar-se a partido recém-criado.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

GOVERNADORA POR CAPRICHO DO PAI, ROSEANA JÁ COMEÇOU O JOGO RASTEIRO PARA 2014




Deu no Blog do Raimundo Garrone - 23.01.13.
Golpe baixo – Presidente do Senado Federal até o próximo dia 4 de fevereiro, o caudilho maranhense já anunciou que dentro de dois anos, quando termina seu atual mandato, deixará a política. A justificativa para a decisão, dada pelo próprio senador, é que a idade avançada já o impede de seguir na vida política.
O Brasil agradece, mas é preciso olhar para o Maranhão, o mais miserável dos estados da federação, que durante cinco décadas foi vítima do clã Sarney e de seus aliados, que dominaram a política local apenas para atender os interesses do grupo. Não fosse a força política de José Sarney, um exímio negociador nos imundos bastidores do poder, todos do grupo já estariam presos.
O Maranhão é um estado repleto de riquezas naturais, mas seus habitantes se acostumaram a enfrentar a miséria como se fizesse parte do cotidiano. Esse quadro de letargia política, que existe por conveniência, precisa acabar, sob pena de o estado se transformar em um reduto de criminosa exclusão social.
Roseana Sarney, filha do senador e atual inquilina do Palácio dos Leões, já começa a agir tem as disputas de 2014 no cardápio político. O primeiro rapapé de Roseana em 2013 foi acusar o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, que assumiu o cargo de 1º de janeiro, de ser o responsável pelo caos da saúde pública na capital dos maranhenses.
Como se sabe, o governo do Maranhão é um ambiente familiar, pois quem não é da família é amigo de algum dos seus integrantes. O secretário estadual da Saúde, Ricardo Murad, é um incompetente conhecido que só está no cargo porque é cunhado de Roseana e também para não fazer oposição à governadora. Roseana finge desconhecer o caos em que se encontra a saúde pública no estado, porque quando adoece alguém lhe cede um jato executivo e ela aterrissa nos melhores hospitais da capital paulista. Quase que frequentemente Roseana opta pelo Hospital Sírio-Libanês ou o Hospital Israelita Albert Einstein, os dois mais caros do País. Sempre com direito a vistas de amigos e aduladores, que fingem preocupação porque os interesses escusos são maiores.
Roseana e Murad precisam aprender a gerir a saúde pública, que não se resume a construir um hospital que funciona mal, quando funciona. Não é de hoje que o ucho.info denuncia o caos da saúde pública que os Sarney oferecem aos maranhenses. Em casos mais complexos, o paciente é obrigado a buscar tratamento em Teresina, enfrentando uma longa e escaldante viagem em ambulância. Em tempos outros, o ucho.info custeou passagens para que alguns maranhenses, que deveriam ser atendidos pelo governo dos Sarney, pudessem ter o devido tratamento em hospitais particulares da cidade de São Paulo.
Contudo, esses desmandos que são esculpidos diuturnamente pelo grupo da Praia do Calhau já enfrentam resistência, mesmo que ainda não tão ruidosa, pois começa a se formar no Maranhão uma frente popular, com vistas a 2014, cujo objetivo é tirar o estado do atoleiro em que se encontra. Não será tarefa fácil, pois o poderio político-financeiro do clã é forte, mas é algo absolutamente viável e que precisa começar com urgência. E isso depende apenas do desejo da população, que precisa ser alertada para o perigo do continuísmo de uma ditadura que já dura mais de cinquenta anos. Por enquanto Roseana Sarney tem o apoio do PT, que no passado foi um ácido crítico da família, mas alas do partido não rezam pela cartilha da governadora.
Edison Lobão, que seria um possível candidato ao governo estadual, enfrentou sérios problemas de saúde recentemente, obrigando-o a pedir afastamento do Ministério de Minas e Energia, para onde já voltou e à meia carga. O filho, Edinho Lobão, é inexpressivo como senador – é suplente do pai – e conhecido no Maranhão como um playboy rico e mimado, sem experiência e capacidade para a gestão pública.
Roseana Sarney pensa que é a versão de saias de Idi Amin Dadá e que governa Uganda com mão de ferro, mas os frequentadores do Palácio dos Leões, acostumados a desmandos e golpes baixos, não podem ignorar o fim do ditador ugandense.
Com informações do site da Ucho.Info

Ilustração: cajuarteblog.blogspot.com

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

BRASIL: TERRA DE MARAJÁS

Política
CONAB EMPREGA FILHO DE RENAN E EX-MULHER DE HENRIQUE ALVES
Evandro Éboli, O Globo

Conhecido feudo do PMDB, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) abriga em seus quadros gente muito próxima dos favoritos para comandar o Congresso Nacional a partir de fevereiro. Rodrigo Rodrigues Calheiros, um dos filhos do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), candidato a presidir o Senado, recebe R$ 10,5 mil mensais como assessor de Contratos Especiais da presidência do órgão.

Mônica Infante Azambuja, ex-mulher do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que pleiteia a presidência da Câmara, tem salário de R$ 10,1 mil como assessora de diretoria.

Rodrigo, de 28 anos, está na companhia desde abril de 2011, mas não é assíduo no trabalho, segundo servidores. Ontem à tarde, a secretária da Diretoria de Gestão de Pessoas, onde Rodrigo deveria despachar, informou que o servidor não estava:
— Não sei se ele está de férias. Não está vindo nesses dias.
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Fonte: Blog do Noblat - 22.01.13

domingo, 20 de janeiro de 2013

MATOENSES ILUSTRES DO PASSADO

O Arquivo Público do Estado do Maranhão, através da Secretaria de Cultura, lançou em 2011 um interessante livro, chamado de ‘Catálogo dos Registros Gerais: Registros de Atos e da Correspondência do Reino e do Governo do Maranhão (1822-1885)’, volume 2.
Um amigo meu do alto sertão da Serra Negra, historiador e advogado, adquiriu em São Luís o citado livro e me emprestou gentilmente o exemplar. Consultei-o de um fôlego só. Sem nenhuma surpresa, deparei-me com várias passagens sobre o nosso querido e antigo São José dos Matões. Consta lá o registro de nomes de diversos personagens que figuraram na vida política, judiciária e social do torrão natal matoense.
Abaixo passarei a citá-los, para que os conterrâneos possam se inteirar sobre os nossos ilustres vultos do passado, respeitando-se a maneira de disposição tal qual consta na fonte consultada:

LIVRO 25 (1867-1871):
. 5322 – Título de tabelião e escrivão de Órfãos e Ausentes do Termo de São José dos Matões, desta província, a ANTONIO DE SOUSA BROCHADO.
Rio de Janeiro, 04/03/1868 (data da expedição).
Maranhão, 05/10/1869, p. 252-253 (data do registro do documento em São Luís).

LIVRO 26 (1871-1880):
. 5653 – Título de remoção do Juiz de Direito EPIFÂNIO DE BITENCOURT [da Comarca de Pastos Bons para a de São José dos Matões, ambas de 1ª Entrância na Província do Maranhão].
RJ, 20/09/1873.
MA, 15/01/1874, p. 173-174.

. 5877 – Título [de nomeação] do Juiz de Direito da Comarca de
São José dos Matões, LOURENÇO VALENTE DE FIGUEIREDO.
RJ, 13/04/1878.
MA, 23/05/1878, p. 323.

. 5902 – Título [concedendo a serventia vitalícia dos ofícios] de Tabelião Público do Judicial e Notas e Escrivão das execuções cíveis e crimes, capelas e resíduos do Termo de São José dos Matões, a SATYRO JOSÉ DA CUNHA.
RJ, 24/08/1878.
MA, 24/01/1879, p. 339-340.

LIVRO 27 (1880-1885)
. 6018 – Patente de capitão quartel-mestre do Comando Superior da Guarda Nacional, [da Comarca] de São José dos Matões, a LUÍS JOSÉ DA CUNHA JÚNIOR.
RJ, 06/11/1880.
MA, 09/12/1880, f. 25v-26.

. 6028 – Patente de tenente-coronel comandante do 7º Batalhão da reserva da Guarda Nacional, da Comarca de São José dos Matões, [ao capitão] LUÍS JOSÉ DA CUNHA.
RJ, 10/12/1880.
MA, 22/01/1881, f. 29-29v.

. 6031 – Patente de tenente-coronel comandante do 31º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional, [da Comarca] de São José dos Matões, [ao capitão] FRANCISCO DA ROCHA FALCÃO.
RJ, 10/12/1880.
MA, 24/01/1881.

. 6042 – Patente de major ajudante de ordens, secretário geral do Comando Superior da Guarda Nacional, [da Comarca] de São José dos Matões, a MANOEL JOAQUIM DA SILVA RIOS.
RJ, 06/11/1880.
MA, 11/02/1881, f. 36v-37.

6205 – Patente de tenente-coronel comandante do 10º Batalhão da Reserva da Guarda Nacional, da Comarca de São José dos Matões, [ao capitão] PEDRO JOSÉ DE MOURA.
RJ, 06/05/1882.
MA, 23/01/1883, f. 112v-113.

. 6240 – Patente de tenente-coronel comandante do 32º Batalhão [de Infantaria] da Guarda Nacional, [da Comarca] de São José dos Matões [na província do Maranhão], a TEODORO DA SILVA RIBEIRO.
RJ, 29/09/1883.
MA, 26/11/1883, f. 126v-127.

. 6304 – Patente de major reformado da Guarda Nacional, do município de São José dos Matões, a JOÃO DE BARROS MARINHO, [capitão da antiga Guarda Nacional do mesmo município].
RJ, 28/06/1884.
MA, 23/01/1885, f. 153v-154.

. 6306 – Apostila lançada na patente do tenente-coronel TEODORO DA SILVA RIBEIRO, comandante do Batalhão nº 33 da Guarda Nacional, do município de São José dos Matões, na província do Maranhão.
RJ, 30/12/1884.
MA, 07/03/1885, f. 154v.

. 6342 - Patente de tenente-coronel comandante do 32º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional, de São José dos Matões, [ao capitão] LUDOVICO FRANCISCO SOARES.
[Não consta data do registro no RJ].
MA, 24/08/1885, f. 168-168v-169.

. 6359 – Patente de capitão a JOÃO AFONSO DA FONSECA, para o posto de tenente-coronel, comandante do 7º Batalhão da reserva da Guarda Nacional, de São José dos Matões.
RJ, 25/07/1885.
MA, 28/09/1885, f. 177-178v.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

MACACOS ME MORDAM! DURMA COM UMA DESSA...

TIMON: MACACO TIRA O SOSSEGO DE JUIZ E VIZINHOS NO BAIRRO MANGUEIRA

(Blog do Elias Lacerda - 11.jan.2013).

Um macaco prego(como o da foto ilustrativa acima) que deve ter fugido de algum circo mambembe ou de algum camelô vendedor de gororobas medicinais, está infernizando a vida do juiz Simeão Pereira e Silva e de seus vizinhos moradores do bairro Mangueira. Há uma semana o macaco foge de todas as armadilhas montadas para ele e já escapou da guarda civil aos técnicos da Secretaria do Meio Ambiente. O bicho se transformou no primeiro desafio do novo secretário Jorge Rios, que até o fechamento desta edição estava perdendo a parada.

O macaco foi descoberto no quintal da casa do Doutor Simeão Pereira na manhã terça-feira (08). Ele devia ter invadido o local na noite anterior, pois já tinha provocado um vendaval na lavanderia da casa: derramara sabão, roubas e sujado as paredes. A empregada da casa do juiz, dona Raimunda Moraes, fez a primeira investida para pegá-lo, mas o danadinho escapou pulando o muro e escalando os telhados e árvores das casas vizinhas.


Imaginando que o problema estava resolvido, o juiz foi trabalhar, mas, ao voltar pra casa, soube que o macaquinho havia voltado depois de tirar o sossego dos vizinhos e de dona Raimunda. Doutor Simeão resolveu fazer algumas armadilhas para pegá-lo mas ele se livrou de todas. Voltou aos telhados e continuou a jogar telhas lá de cima e a fazer outras macacadas.

Especialista de Matões
Natural de Matões, o doutor Simeão não se deu por vencido e lembrou que conhecia de lá um amigo especialista em animais silvestres. Não adiantou. O juiz então resolveu acionar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, dando a primeira missão para o recém-empossado secretário Jorge Rios. Neófito no assunto, Jorge fez uma consulta aos técnicos do zoobotânico de Teresina e lá lhe informaram que a melhor armadilha para macacos seria uma jaula com alimentos dentro que fecha a porta quando o animal adentra. Não combinaram com o macaco e ele não caiu na arapuca.



Foi então com o secretário Jorge Rios lembrou-se do novo assessor, Edmar Sousa, o popular “Seu Boneco”(na foto ao lado mostrando por onde o macaco fugiu), que deu um jeito – só Deus sabe como – de prender o macaquinho dentro de um pequeno banheiro da empregada. O problema seguinte seria entrar e dominá-lo. Todos tinham medo de se machucar ou de machucá-lo. Afinal, o bichinho se defende ferozmente com dentadas e azunhadas.









Resolveram então chamar a veterinária Gabriela Pontes, para dominá-lo com um equipaento, o pulçá. A ideia era capturar e levar o animal para o zoobotânico.Para surpresa geral:ao abrir a porta do banheiro todos se admiraram: o macaquinho havia abaixado o vidro do combongó e fugido.

























Veterinária Gabriela Pontes até que trouxe os equipamentos necessário para prender o animal, mas ele havia fugido
























Funcionários da Secretaria de Meio Ambiente deixam a casa do juiz levando os equipamentos de volta.